
| Sexta-feira, 02
de setembro de 2005 22ª SEMANA DO TEMPO COMUM cor litúrgica verde Ou em Devoção ao SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS ofício da memória: cor branca
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Jesus Cristo inaugurou algo novo: o reino de Deus, que se rege pela prática do amor. Por esse amor Jesus consome toda sua vida e comunica aos seres humanos a alegria de serem participantes do banquete da vida.
Ou em Devoção ao SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS:
O coração de Jesus revela o "coração" de Deus, a vontade e o plano amoroso do Pai.
Oração do dia: Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco, para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Ou em Devoção ao SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS:
Oração do dia: Ó Deus, que no coração do vosso Filho, ferido por nossos pecados, nos concedestes infinitos tesouros de amor, fazei que lhe ofereçamos uma justa reparação, consagrando-lhe toda a nossa vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Colossenses
1,15-20)
O hino paulino professa a preexistência de Cristo e anuncia que sua vinda desvelará quem é Deus. Cristo constitui a Igreja como continuadora da sua ação e presença no mundo.
Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses - Cristo Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois por causa dele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele existe antes de todas as coisas e todas têm nele a sua consistência. Ele é a cabeça do corpo, isto é, da Igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos; de sorte que em tudo ele tem a primazia, porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude e por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz. - Palavra do Senhor.
Salmo responsorial (99,1-2.3.4.5)
Refrão: Com canto apresentai-vos diante do Senhor!
1. Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos! - R.
2. Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho. - R.
3. Entrai por suas portas dando graças e em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei! - R.
4. Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente! - R.
Evangelho (Lucas
5,33-39)
Jesus, diante dos mestres da lei, mostra que segui-lo requer estabelecer com ele um contato pessoal e ter os mesmos pensamentos e sentimentos dele, na alegria e na dor. O jejum é uma das formas de participar vivamente da sua paixão e morte.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas - Naquele tempo, os fariseus e os mestres da lei disseram a Jesus: "Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com freqüência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem". Jesus, porém, lhes disse: "Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão". Jesus contou-lhes ainda uma parábola: "Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. Vinho novo deve ser colocado em odres novos. E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor". - Palavra da Salvação.
| LITURGIA DIÁRIA Nº 165, Setembro de 2005 - PAULUS |
COMENTANDO O EVANGELHO
O velho e o novo
Vivendo numa sociedade religiosa muito tradicional e conservadora, a pregação de Jesus colocou a novidade que trazia em conflito com os esquemas esclerosados, dos quais as lideranças religiosas não queriam abrir a mão.
A questão do jejum situa-se neste contexto. Os mestres da Lei e os fariseus, seguidos pelos discípulos de João, davam grande valor à prática do jejum, mostrando-se muito fiéis a esta tradição. Por isso, a orientação dada aos discípulos contrastava com o pensamento deles. Mesmo sem negar o valor do jejum, Jesus lhe dava pouca importância. Sua missão centrava-se em algo muito mais importante: levar as pessoas à prática do amor, a melhor forma de se mostrarem reconhecidas a Deus e ser-lhe agradáveis.
A compreensão e a aceitação do ponto de vista de Jesus supunha predisposição para abraçar a novidade que proclamava, sem colocar obstáculos. Querer misturar as coisas seria como remendar roupa velha com um pedaço de pano novo, ou depositar vinho novo em recipientes velhos. Ambas as situações seriam desastrosas: a roupa ganharia um rasgão ainda maior e o vinho se derramaria todo. Mais prudente seria fazer a roupa toda com pano novo, e guardar o vinho em recipientes novos.
Assim, os discípulos foram alertados sobre a incompatibilidade entre o novo, pregado por Jesus, e o velho defendido pelos líderes religiosos. A prudência exigia que fossem cautelosos.
Oração: Pai, abre meu coração para acolher a novidade trazida por Jesus, sem querer deturpá-la com meus esquemas mesquinhos e contaminá-la com o egoísmo e o pecado.
| O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, Pe. Jaldemir Vitório - PAULINAS |