Sábado, 27 de agosto de 2005
SANTA MÔNICA
ofício da memória: cor branca
Leitura:
1Ts 4,9-11
Salmo:
97,1.7-8.9
Evangelho:
Mt 25,14-30
Santos do Dia: Mônica; Eutália; Antusa Menor; Poimém; Liziário; Siágrio; Rufo; ;Guerino; Domingos Barbieri.

Mônica (331/2-387) nasceu em Tagaste (África). Cristã de fé robusta, profundamente piedosa, alcançou, com sua bondade, a conversão do marido pagão e, com a força de suas preces e lágrimas, a conversão do filho, Agostinho. Este, pelo exemplo e pelas orações da mãe, abriu o coração a Deus.

Oração do dia: Ó Deus, consolação dos que choram, que acolhestes, misericordioso, as lágrimas de santa Mônica pela conversão de seu filho Agostinho, dai-nos, pela intercessão de ambos, chorar os nossos pecados e alcançar o vosso perdão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 Tessalonicenses 4,9-11)
O apóstolo Paulo explica que a fonte substancial da santidade é o amor fraterno. Dele decorrem o progresso espiritual, a vivência pacífica e a justiça.

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Tessalonicenses - Irmãos, não é preciso escrever-vos a respeito do amor fraterno, pois já aprendestes de Deus mesmo a amar-vos uns aos outros. E o que já estais fazendo com todos os irmãos, em toda a Macedônia. Só podemos exortar-vos, irmãos, a progredirdes sempre mais. Procurai viver com tranqüilidade, dedicando-vos aos vossos afazeres e trabalhando com as próprias mãos, como recomendamos. - Palavra do Senhor.

Salmo responsorial (97,1.7-8.9)

Refrão: O Senhor julgará as nações com justiça.

1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. - R.

2. Aplauda o mar com todo ser que nele vive, o mundo inteiro e toda gente! As montanhas e os rios batam palmas e exultem de alegria. - R.

3. Na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com eqüidade. - R.

Evangelho (Mateus 25,14-30)
Jesus ensina que a vigilância deve ser dinâmica. O compromisso com a edificação do reino é de todos. A defesa da fé, a luta por justiça, pelos direitos humanos, entre outras ações semelhantes, mostram que fazemos bom uso de nossos talentos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: "Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles e lucrou outros cinco. Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucros outros dois. Mas aquele que havia recebido um só saiu, cavou um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu patrão. Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: 'Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei'. O patrão lhe disse: 'Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!' Chegou também o que havia recebido dois talentos e disse 'Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei'. O patrão lhe disse: 'Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!' Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: 'Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence'. O patrão lhe respondeu: 'Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ceifo onde não semeei? Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence'. Em seguida, o patrão ordenou: 'Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas, daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Ali haverá choro e ranger de dentes!'" - Palavra da Salvação.

LITURGIA DIÁRIA Nº 164, Agosto de 2005 - PAULUS

COMENTANDO O EVANGELHO

O senso de responsabilidade

             A parábola evangélica alerta para o senso de responsabilidade que o discípulo deve ter, no trato com as coisas do Reino. Eis alguns elementos desta responsabilidade: 
             Os dons recebidos de Deus não podem deixar de produzir frutos. O discípulo tem o dever de fazê-los frutificar, colocando a serviço do próximo todas as qualidades e carismas que possui. É irresponsável quem os usa apenas em benefício próprio, deixando de transformá-los em instrumento de manifestação de seu amor pelos semelhantes. 
             A responsabilidade não dá margem para a covardia e o medo, frutos de uma falsa imagem de Deus. Quem identifica Deus com alguém severo "que ceifa onde não semeou e colhe onde não plantou", tende a bloquear-se e a reduzir-se à inatividade. Esta deturpação da imagem de Deus não pode servir de álibi para quem quer justificar sua irresponsabilidade. 
             A responsabilidade exige do discípulo empenho e criatividade para fazer frutificar os talentos recebidos de Deus. Não lhe importa se são muitos ou poucos nem quais sejam estes talentos. Sejam eles quais forem, o discípulo buscará um meio de fazê-los frutificar. Isto deverá ser uma sua batalha diuturna. Também reconhecerá não existir outro caminho para a salvação, além do serviço amoroso e gratuito ao seu próximo. 

             Oração: Pai, dá-me senso da responsabilidade e faze-me entender que o serviço amoroso e gratuito a meu próximo é o único caminho de fazer multiplicar os dons que de ti recebi.

O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, Pe. Jaldemir Vitório - PAULINAS