Quinta-feira, 11 de agosto de 2005
SANTA CLARA, Virgem
ofício da memória: cor branca
Leitura:
Js 3,7-10.11.13-17
Salmo:
113,1-2.3-4.5-6
Evangelho:
Mt 18,21-19,1
Santos do Dia: Clara de Assis; Susana; Lélia; Tibúrcio.

Clara (1194-1253), natural de Assis (Itália), foi fiel discípula de são Francisco e fundou com ele a Segunda Ordem (Clarissas). Aplicou-se em "dirigir as outras irmãs mais por virtude e santidade de vida do que por ofício, a fim de que elas obedecessem mais por amor do que por temor".

Oração do dia: Ó Deus, que na vossa misericórdia atraístes santa Clara ao amor da pobreza, concedei, por sua intercessão, que, seguindo o Cristo com um coração de pobre, vos contemplemos um dia em vosso reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Josué 3,7-10.11.13-17)
A leitura mostra que Deus mesmo conduz o povo ao destino que lhe preparou, fazendo-o superar as dificuldades.

Leitura do livro de Josué - Naqueles dias, o Senhor disse a Josué: "Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali". Depois Josué disse aos filhos de Israel: "Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus". E acrescentou: "Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os cananeus. Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. E logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima pararão, formando uma barragem". Quando o povo levantou acampamento para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança puseram-se à frente de todo o povo. Quando chegaram ao rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem - pois o Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita -, então as águas, que vinham de cima, pararam, formando uma grande barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente. Então o povo atravessou, em frente a Jericó. E os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto. - Palavra do Senhor.

Salmo responsorial (113,1-2.3-4.5-6)

Refrão: Aleluia, aleluia, aleluia.

1. Quando o povo de Israel saiu do Egito e os filhos de Jacó, de um povo estranho, Judá tornou-se o templo do Senhor, e Israel se transformou em seu domínio. - R.

2. O mar, à vista disso, pôs-se em fuga, e as águas do Jordão retrocederam; as montanhas deram pulos como ovelhas, e as colinas, parecendo cordeirinhos. - R.

3. Ó mar, o que tens tu, para fugir? E tu, Jordão, por que recuas deste modo? Por que dais pulos como ovelhas, ó montanhas? E vós, colinas, parecendo cordeirinhos? - R.

Evangelho (Mateus 18,21-19,1)
Jesus ensina que a condição para receber o perdão divino é perdoar ao próximo. Como a misericórdia divina é infinita, assim deve ser a humana.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o reino dos céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo'. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Paga o que me deves'. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei'. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: 'Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida porque tu me suplicaste. Não devias, tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?' O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão". Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galiléia e veio para o território da Judéia além do Jordão. - Palavra da Salvação.

LITURGIA DIÁRIA Nº 164, Agosto de 2005 - PAULUS

COMENTANDO O EVANGELHO

Sempre disposto a perdoar

             No tempo de Jesus, os rabinos discutiam a respeito de quantas vezes a pessoa ofendida era obrigada a perdoar. Chegava-se ao número máximo de quatro vezes. Pedro, para mostrar-se generoso, propôs uma quantidade maior: sete vezes. A "generosidade" do apóstolo fazia uma espécie de contraponto com um episódio do Antigo Testamento, no qual Lamec, descendente de Caim, prometeu vingar-se sete vezes de quem levantasse a mão contra ele. À máxima vingança, Pedro pensava contrapor o máximo perdão. Enganou-se! 
             O discípulo do Reino deve estar disposto a perdoar, não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes, ou seja, sempre. A parábola do servo cruel oferece o fundamento teológico da postura do discípulo: este deve agir de forma idêntica ao agir de Deus. 
             Deus está sempre pronto a perdoar as ofensas dos seres humanos, por maiores que elas sejam. Foi o que fez o senhor do Evangelho. Bastou que o devedor lhe suplicasse clemência, para se ver logo perdoado. 
             A contrapartida do gesto divino deve acontecer em forma de perdão das ofensas recebidas. Quem foi perdoado por Deus deve dispor-se a perdoar. Mas quem age de maneira diferente não pode contar com o perdão divino. Esta foi a sorte do servo cruel que se recusou a perdoar uma pequena dívida de seu companheiro. 
             O discípulo deve espelhar-se no comportamento misericordioso de Deus. 

             Oração: Pai, predispõe meu coração para o perdão, e que eu esteja sempre disposto a perdoar e a querer viver reconciliado com meu semelhante.

O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, Pe. Jaldemir Vitório - PAULINAS