
| Quinta-feira, 04 de agosto de 2005 SÃO JOÃO MARIA VIANNEY, Presbítero ofício da memória: cor branca
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João (1786-1859) foi cura (vigário) de Ars, pequena aldeia da França. A força de sua ação sacerdotal provinha do testemunho de sua vida pobre, penitente, toda dedicada à caridade e à doação aos outros. Pio XI canonizou-o em 1925 e proclamou-o patrono dos párocos.
Oração do dia: Deus de poder e misericórdia, que tornastes são João Maria Vianney um pároco admirável por sua solicitude pastoral, dai-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Números 20,1-13)
O episódio ressalta a desconfiança do povo que está no deserto. Ele se sente desolado, quando Deus intervém e possibilita nova confiança, ao manifestar sua bondade.
Leitura do livro dos Números - Naqueles dias, toda a comunidade dos filhos de Israel chegou ao deserto de Sin, no primeiro mês, e o povo permaneceu em Cades. Ali morreu Maria e ali mesmo foi sepultada. Como não havia água para o povo, este juntou-se contra Moisés e Aarão, e, levantando-se em motim, disseram: "Antes tivéssemos morrido, quando morreram nossos irmãos diante do Senhor! Para que trouxestes a comunidade do Senhor a este deserto, a fim de que morrêssemos, nós e nossos animais? Por que nos fizestes sair do Egito e nos trouxestes a este lugar detestável, em que não se pode semear e que não produz figueiras, nem vinhas nem romãzeiras, e, além disso, não tem água para beber?" Deixando a comunidade, Moisés e Aarão foram até a entrada da Tenda da reunião e prostraram-se com a face em terra. E a glória do Senhor apareceu sobre eles. O Senhor falou, então, a Moisés, dizendo: "Toma a tua vara e reúne o povo, tu e teu irmão Aarão; na presença deles ordenai à pedra e ela dará água. Quando fizeres sair água da pedra, dá de beber á comunidade e aos seus animais". Moisés tomou, então, a vara que estava diante do Senhor, como lhe fora ordenado. Depois, Moisés e Aarão reuniram a assembléia diante do rochedo, e Moisés lhes disse: "Ouvi, rebeldes! Poderemos, acaso, fazer sair água desta pedra para vós?" E, levantando a mão, Moisés feriu duas vezes a rocha com a vara, e jorrou água em abundância, de modo que o povo e os animais puderam beber. Então o Senhor disse a Moisés e a Aarão: "Visto que não acreditastes em mim, para manifestar a minha santidade aos olhos dos filhos de Israel, não introduzireis este povo na terra que lhe vou dar". Estas são as águas de Meriba, onde os filhos de Israel disputaram contra o Senhor e ele lhes manifestou a sua santidade. - Palavra do Senhor.
Salmo responsorial (94,1-2.6-7c.7d-9)
Refrão: Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba.
1. Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos! - R.
2. Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. - R.
3. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: "Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras". - R.
Evangelho (Mateus
16,13-23)
A profissão de fé do apóstolo Pedro, que reconhece Jesus como "o Messias, o Filho de Deus vivo", torna clara a identidade de Cristo e, ao mesmo tempo, proclama quem é o fundamento da Igreja.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do homem?" Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas". Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Simão Pedro respondeu: "Tu és o messias, o Filho do Deus vivo". Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus". Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o messias. Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir à Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: "Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!" Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: "Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!" - Palavra da Salvação.
| LITURGIA DIÁRIA Nº 164, Agosto de 2005 - PAULUS |
COMENTANDO O EVANGELHO
Para vocês, quem sou eu?
O testemunho das palavras e dos gestos de Jesus faziam com que as pessoas fossem formando uma imagem dele. Há muitos séculos, o povo de Israel nutria a esperança da chegada do Messias de Deus. E o identificava de muitas maneiras. Várias imagens eram projetadas em Jesus, que acabava sendo confundido com elas. Quem havia conhecido o testemunho fulgurante de João Batista, pensava que Jesus fosse a reencarnação do Batista. Outros projetavam nele a figura de Elias cuja volta era esperada no fim dos tempos, em conformidade com a profecia de Malaquias. De acordo com outra tradição, ele seria uma espécie de reencarnação do profeta Jeremias que desaparecera no Egito, sem deixar traços, dando margem para especulações.
As opiniões do povo interessavam a Jesus. Era preciso ajudá-lo a corrigir as imagens deturpadas sobre ele, para não virem a se decepcionar.
Entretanto, o interesse do Mestre era principalmente saber que imagem os discípulos faziam dele e de sua missão. Daí a pergunta: "Para vocês, quem sou eu?". Quando recebessem a missão de apóstolos, teriam a obrigação de transmitir uma imagem verdadeira de Jesus. Seria desastroso se pregassem uma falsa imagem e levassem o povo a nutrir esperanças enganosas a respeito dele. Por conseguinte, em primeiro lugar, precisavam ter um conhecimento correto de Jesus, antes de torná-lo conhecido.
Oração: Pai, faze-me conhecer a verdadeira identidade de teu Filho Jesus, para que, no exercício da missão que me confiaste, eu possa torná-lo conhecido, de modo correto.
| O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, Pe. Jaldemir Vitório - PAULINAS |