
| Quarta-feira, 31 de agosto de 2005 22ª SEMANA DO TEMPO COMUM cor litúrgica verde
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Jesus sempre está a caminho e ninguém pode detê-lo. Isso porque age em nome do Pai, realiza as obras dele e proclama sua verdade. Para estar com Jesus é preciso "tomar todo dia a própria cruz" e segui-lo em seu caminho.
Oração do dia: Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco, para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Colossenses
1,1-8)
O apóstolo Paulo rende graças a Deus, porque a comunidade de Colossas vive movida pela fé em Cristo, pelo amor aos irmãos e pela esperança da posse do céu.
Início da carta de são Paulo aos Colossenses - Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, e o irmão Timóteo, aos santos e fiéis irmãos em Cristo que estão em Colossas: graça e paz da parte de Deus, nosso Pai. Damos graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, sempre rezando por vós, pois ouvimos acerca da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que mostrais para com todos os santos, animados pela esperança na posse do céu. Disso já ouvistes falar no evangelho, cuja palavra de verdade chegou até vós. E, como no mundo inteiro, assim também entre vós ela está produzindo frutos e se desenvolve desde o dia em que ouvistes a graça divina e conhecestes verdadeiramente. Assim aprendestes de Epafras, nosso estimado companheiro, que é junto de vós um autêntico mensageiro de Cristo. Foi ele quem nos deu notícia sobre o amor que o Espírito suscitou em vós. - Palavra do Senhor.
Salmo responsorial (51,10.11)
Refrão: Confio na clemência do meu Deus, agora e sempre!
1. Eu, porém, como oliveira verdejante na casa do Senhor, confio na clemência do meu Deus agora e para sempre! - R.
2. Louvarei a vossa graça eternamente, porque vós assim agistes; espero em vosso nome, porque é bom, perante os vossos santos! - R.
Evangelho (Lucas
4,38-44)
Jesus, ao curar a sogra de Pedro, mostra como a ação divina se manifesta e faz com que mais pessoas acreditem nele. A libertação é símbolo de vida nova.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas - Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. Ao pôr-do-sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: "Tu és o Filho de Deus". Jesus os ameaçava e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o messias. Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. Mas Jesus disse: "Eu devo anunciar a boa nova do reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado". E pregava nas sinagogas da Judéia. - Palavra da Salvação.
| LITURGIA DIÁRIA Nº 164, Agosto de 2005 - PAULUS |
COMENTANDO O EVANGELHO
Impondo a mão sobre cada um
No trato com as pessoas doentes, Jesus se comportava como um médico delicado. Deparando-se com a sogra de Simão Pedro, vitimada por uma febre muito forte, inclinou-se sobre ela e deu ordem para que a febre desaparecesse. Mostrou igual bondade quando lhe trouxeram pessoas acometidas de várias doenças. Com muita mansidão e paciência, aproximava-se de cada uma, impunha-lhe a mão na cabeça e a curava.
A imposição das mãos revelava não só o cuidado de Jesus pelos enfermos, mas também sua solidariedade com eles. A comunhão com o Filho de Deus desmascarava a submissão as forças demoníacas que os mantinha escravos. Enquanto a presença solidária de Jesus era portadora de vida e saúde, a presença das forças malignas causava sofrimento e morte. Daí a necessidade de libertar as pessoas desta situação humilhante.
Na cultura da época, as doenças revelavam o poder do demônio sobre o ser humano. De qualquer forma, eram consideradas como conseqüência do pecado. A cura física e espiritual transformava-se, pois, numa evidente manifestação de que o Reino de Deus havia chegado pela presença e pelo ministério de Jesus, irrompendo na história humana. Assim, a atitude misericordiosa de Jesus em relação aos doentes expressava a solidariedade de Deus com toda a humanidade, com o desejo de salvá-la.
Oração: Pai, que a presença de Jesus em minha vida seja motivo de libertação, de modo que eu possa servir com alegria o meu próximo, especialmente, os mais necessitados.
| O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, Pe. Jaldemir Vitório - PAULINAS |