Quarta-feira, 17 de agosto de 2005
20ª SEMANA DO TEMPO COMUM
cor litúrgica verde
Leitura:
Jz 9,6-15
Salmo:
20,2-3.4-5.6-7
Evangelho:
Mt 20,1-16
Santos do Dia: Beatriz da Silva; Servo; Mamede; Jacinto de Cracóvia; Estrato; Felipe; Eutíqui; Carlomano; Joana Delanoue; Liberato.

A verdadeira comunidade é aquela que sabe partilhar e na qual não há privilegiados. O serviço a Deus jamais pode se transformar em fonte de status e poder. Tenhamos sempre em Cristo, fiel servidor do Pai, o parâmetro para nossas ações.

Oração do dia: Ó Deus, preparastes para quem vos ama bens que nossos olhos não podem ver; acendei em nossos corações a chama da caridade para que, amando-vos em tudo e acima de tudo, corramos ao encontro das vossas promessas, que superam todo desejo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Juízes 9,6-15)
A leitura sublinha que o verdadeiro rei de Israel é Deus. Todas as pessoas que exercem o poder devem encontrar nele o sentido mais profundo de sua posição, ou seja, servir os outros.

Leitura do livro dos Juízes - Naquele tempo, todos os habitantes de Siquém e os de Bet-Melo se reuniram junto a um carvalho que havia em Siquém e proclamaram rei a Abimelec. Informado disso, Joatão foi postar-se no cume do monte Garizim e se pôs a gritar em alta voz, dizendo: "Ouvi-me, moradores de Siquém, e que Deus vos ouça. Certa vez, as árvores resolveram ungir um rei para reinar sobre elas e disseram à oliveira: 'Reina sobre nós'. Mas ela respondeu: 'Iria eu renunciar ao meu azeite, com que se honram os deuses e os homens, para me balançar acima das árvores?' Então as árvores disseram à figueira: 'Vem e reina sobre nós'. E ela lhes respondeu: 'Iria eu renunciar à minha doçura e aos saborosos frutos, para me balançar acima das outras árvores?' As árvores disseram então à videira: 'Vem e reina sobre nós'. E ela lhes respondeu: 'Iria eu renunciar ao meu vinho, que alegra os deuses e os homens, para me balançar acima das outras árvores?' Por fim, todas as árvores disseram ao espinheiro: 'Vem tu reinar sobre nós'. O espinheiro respondeu-lhes: 'Se deveras me constituís vosso rei, vinde e repousai à minha sombra; mas, se não o quereis, saia fogo do espinheiro e devore os cedros do Líbano!'". - Palavra do Senhor.

Salmo responsorial (20,2-3.4-5.6-7)

Refrão: Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra.

1. Ó Senhor, em vossa força o rei se alegra; quanto exulta de alegria em vosso auxílio! O que sonhou seu coração, lhe concedestes; não recusastes os pedidos de seus lábios. - R.

2. Com bênção generosa o preparastes; de ouro puro coroastes sua fronte. A vida ele.pediu e vós lhe destes, longos dias, vida longa pelos séculos. - R.

3. É grande a sua glória em vosso auxílio; de esplendor e majestade o revestistes. Transformastes o seu nome numa bênção e o cobristes de alegria em vossa face. - R.

Evangelho (Mateus 20,1-16)
Jesus, pela parábola, ensina que Deus é justo para com todos. Ele quer todos trabalhando em sua vinha, para que possam viver dignamente. Os que já estão há mais tempo no caminho da fé precisam respeitar e valorizar os recém-convertidos e aqueles que ainda vão chegar.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus - Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: "O reino dos céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia e os mandou para a vinha. Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, e lhes disse: 'Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo'. E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde e fez a mesma coisa. Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça e lhes disse: 'Por que estais aí o dia inteiro desocupados?' Eles responderam: 'Porque ninguém nos contratou'. O patrão lhes disse: 'Ide vós também para a minha vinha'. Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: 'Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!' Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 'Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro'. Então o patrão disse a um deles: 'Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?' Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos". - Palavra da Salvação.

LITURGIA DIÁRIA Nº 164, Agosto de 2005 - PAULUS

COMENTANDO O EVANGELHO

A igualdade no Reino de Deus

             A comunidade dos discípulos do Reino tem um modo de proceder diverso dos esquemas do mundo. Este organiza-se a partir de privilégios, precedências, importância, de modo a estabelecer um esquema de desigualdade entre as pessoas. Tudo isto, especialmente em detrimento dos pobres e dos pequeninos que acabam sendo marginalizados. Esta desigualdade está longe do projeto de Jesus. 
             A mentalidade mundana contaminou o coração dos primeiros discípulos de Jesus. Pensando a partir do critério de mérito e tempo de pertença ao grupo de discípulos, imaginavam que teriam prerrogativas no Reino, tanto na Terra quanto no Céu. Foi preciso serem alertados a respeito deste equívoco. A parábola dos vinhateiros teve esta função. 
             A resposta ao chamado de Jesus acontece na total gratuidade. Quem adere ao Reino abre mão de todos os seus interesses e ambições, entregando-se com generosidade ao projeto que lhe é proposto. Não é movido pela busca de recompensa, nem age visando agradar ao Senhor do Reino - Deus -, de olho nos benefícios futuros que daí possam advir. 
             Todas estas atitudes opõem-se à ambição, ao espírito de competição, às rivalidades que contaminam os discípulos. Aliás, o critério de julgamento divino ("Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos") poderia ser uma boa pista de orientação para eles. 

             Oração: Pai, que eu jamais me deixe levar pelo espírito de ambição e de rivalidade, convencido de que, no Reino, somos todos iguais, teus filhos.

O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, Pe. Jaldemir Vitório - PAULINAS