
Domingo, 28 de agosto de 2005
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O messianismo de Jesus se concretiza na história pelos sinais de libertação e salvação que realiza e por sua palavra de vida. Mas, definitivamente, sua entrega na cruz, quando se oferece pela salvação de toda a humanidade, constitui a máxima concretização dessa realidade: ele se torna o único sacrifício, com eficácia eterna. Sua caminhada para Jerusalém já evidencia a sua entrega. - Hoje é o dia dos catequistas.
Oração do dia: Deus do universo, fonte de todo bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco, para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª
Leitura (Jeremias 20,7-9)
Deus serve-se de Jeremias para combater as injustiças e as maldades humanas. Apesar de todos os tormentos, o Senhor sustenta o profeta e o faz proclamar sua verdade.
Leitura do livro do profeta Jeremias - Seduziste-me, Senhor, e deixei-me seduzir; foste mais forte, tiveste mais poder. Tornei-me alvo de irrisão o dia inteiro, todos zombam de mim. Todas as vezes que falo, levanto a voz, clamando contra a maldade e invocando calamidades; a palavra do Senhor tornou-se para mim fonte de vergonha e de chacota o dia inteiro. Disse comigo: "Não quero mais lembrar-me disso nem falar mais em nome dele". Senti, então, dentro de mim um fogo ardente a penetrar-me o corpo todo: desfaleci, sem forças para suportar. - Palavra do Senhor.
Salmo responsorial (62,2.3-4.5-6.8-9)
Refrão: A minha alma tem sede de vós como a terra sedenta, ó meu Deus!
1. Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minha alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! - R.
2. Venho, assim, contemplar-vos no templo para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam. - R.
3. Quero, pois, vos louvar pela vida e elevar para vós minhas mãos! A minha alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor! - R.
4. Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta. - R.
2ª
Leitura (Romanos 12,1-2)
O apóstolo Paulo ressalta que, da mesma forma que Deus nos tornou participantes do sacrifício de Cristo, também nossa vida deve ser oferenda agradável a Deus.
Leitura da primeira carta de são Paulo aos Romanos - Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito. - Palavra do Senhor.
Evangelho
(Mateus 16,21-27)
Rejeitado pelos líderes do povo de Israel, que estavam descontentes com suas obras, Jesus dispõe-se a tomar o caminho para Jerusalém. Ele ensina que o seu sacrifício deverá ser assumido por aqueles que o seguem, para que sejam salvos.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo são Mateus - Naquele tempo, Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: "Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!" Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: "Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!" Então Jesus disse aos discípulos: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? Porque o Filho do homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta". - Palavra da Salvação.
| LITURGIA DIÁRIA Nº 164, Agosto de 2005 - PAULUS |
COMENTANDO O EVANGELHO
A morte inevitável
Ao declarar a proximidade de sua morte inevitável, Jesus provocou desassossego entre os discípulos. Havia entre eles pontos de vista divergentes.
Tornava-se cada vez mais claro para Jesus que o esperava o caminho de sofrimento. Suas palavras e seus gestos poderosos provocavam a ira das autoridades religiosas. Embora muitos o acolhessem e o reconhecessem como Messias, havia também os que o rejeitavam e o odiavam.
Por outro lado, Jesus tinha consciência do caminho que o Pai lhe traçara, e não estava disposto a abrir mão da fidelidade exigida para percorrê-lo até o fim. As ameaças e as represálias não lhe infundiam medo, embora o horizonte não fosse muito animador. Perceber a proximidade da morte foi questão de bom senso.
Os discípulos, pelo contrário, deixavam-se guiar pelos ideais messiânicos mundanos. Esperavam ver Jesus revestido de glória e poder, ocupando o trono de Israel e implantando o Reino de maneira espetacular. Palavras como sofrimento e morte, e mesmo ressurreição, não tinham significado para eles. Pouco lhes interessavam! Suas preocupações eram bem outras.
A reação espontânea de Pedro é uma mostra de sua mentalidade. Mas também a censura que Jesus lhe dirige revela o modo de pensar deste discípulo. Querendo convencer o Mestre a deixar de lado o pensamento de sofrimento e morte, Pedro levá-lo-ia para o caminho da infidelidade ao Pai. E isto Jesus não podia permitir.
Oração: Pai, coloca-me em sintonia com teu Filho Jesus, cuja morte resultou da fidelidade a ti, sem temer seguir o caminho que traçaras para ele.
| O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, Pe. Jaldemir Vitório - PAULINAS |