Domingo, 21 de agosto de 2005
ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA
ofício da solenidade: cor branca

1ªLeitura: Ap 11,19; 12,1.3-6.10 Salmo: 44,10.11-12.16
2ªLeitura: 1Cor 15,20-27 Evangelho: Lc 1,39-56
Santos do Dia: Pio X; Ciríaca; Humbelina; Euprépio; Privato; Sidônio Apolinário; Bem -Aventurada Umbelina; Ahmed; Graça.

Maria é a criatura agraciada por Deus para atingir a plenitude da salvação na assunção do seu corpo ao céu. A Igreja celebra hoje em Nossa Senhora a realização do mistério pascal. Sendo ela a "cheia de graça", sem sombra de pecado, quis o Pai associá-la à ressurreição de Jesus. - Hoje celebramos a vocação dos religiosos e religiosas.

Oração do dia: Deus eterno e todo-poderoso, que elevastes à glória do céu, em corpo e alma, a imaculada virgem Maria, mãe do vosso Filho, dai-nos viver atentos às coisas do alto, a fim de participarmos da sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura (Apocalipse 11,19; 12,1.3-6.10)
Na mulher da leitura e em seu filho pode-se enxergar a figura de Maria e de Jesus, o Messias, que vem para derrotar os males e salvar a humanidade.

Leitura do livro do Apocalipse de João - Abriu-se o templo de Deus que está no céu e apareceu no templo a arca da aliança. Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu filho, logo que nascesse. E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: "Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo". - Palavra do Senhor.

Salmo responsorial (44,10.11-12.16)

Refrão: À vossa direita se encontra a rainha, com veste esplendente de ouro de Ofir.

1. As filhas de reis vêm ao vosso encontro, e à vossa direita se encontra a rainha com veste esplendente de ouro de Ofir. - R.

2. Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: "Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! - R.

3. Entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real". - R.

2ª Leitura (1 Coríntios 15,20-27)
O apóstolo proclama o centro da fé cristã: a ressurreição de Cristo, garantia de que todos os que acreditam nessa verdade obterão a mesma sorte.

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios - Irmãos, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Com efeito, "Deus pôs tudo debaixo de seus pés". - Palavra do Senhor.

Evangelho (Lucas 1,39-56)
O evangelista narra a visita de Maria à sua prima Isabel e a manifestação de Deus nesse encontro: a criança (João Batista) pulou no ventre da mãe (Isabel) e Maria é proclamada bem-aventurada, porque Deus realizará maravilhas por ela.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo são Lucas - Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu". Então Maria disse: "A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre". Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. - Palavra da Salvação.

LITURGIA DIÁRIA Nº 164, Agosto de 2005 - PAULUS

COMENTANDO O EVANGELHO

A glorificação de Maria

             A festa da assunção de Nossa Senhora leva-nos a repensar todo o seu peregrinar neste nosso mundo, pois se trata de celebrar o desfecho de sua caminhada. O fim da existência terrena de Maria consistiu na plenificação de todos os seus anseios de mulher de fé e disponível para servir. A expressão "repleta de graça", dita pelo anjo, encontrou sua expressão consumada na exaltação dela junto de Deus. 
             A estreita conexão entre a existência terrena de Maria e a sua sorte eterna foi percebida desde cedo pela comunidade cristã, apesar de a Bíblia não contar os detalhes de sua vida e de sua morte. A comunidade deu-se conta de que Deus assumiu e transformou toda a sua história, suas ações e seu corpo. 
             O relato evangélico é um pequeno retrato de Maria. Sua condição de mãe do Messias, o "Senhor" esperado pelo povo, proveio da profunda comunhão com Deus e da disponibilidade total em fazer-se sua servidora. Expressou sua fé no canto de louvor - o Magnificat -, no qual proclamou as maravilhas do Deus e as grandezas de seus feitos em favor dos fracos e pequeninos. 
             A comunhão com Deus desdobrava-se, na vida de Maria, na sua disponibilidade a servir o próximo. A ajuda prestada à prima Isabel é uma pequena amostra do que era a Mãe de Deus no seu dia-a-dia. 
             Assunta ao céu, Maria experimentou, em plenitude, a comunhão vivida na Terra. 

             Oração: Pai, conduze-me pelos caminhos de Maria, tua fiel servidora, cuja vida se consumou, sendo exaltada por ti. Que, como Maria, eu saiba me preparar para a comunhão plena contigo.

O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, Pe. Jaldemir Vitório - PAULINAS