Domingo, 14 de agosto de 2005
20º DOMINGO DO TEMPO COMUM
cor litúrgica verde

1ªLeitura: Is 56,1.6-7 Salmo: 66,2-3.5.6 e 8
2ªLeitura: Rm 11,13-15.29-32 Evangelho: Mt 15,21-28
Santos do Dia: Maximiliano Maria Kolbe; Atanásia; Eberaldo.

Deus quer salvar a todos e para isso enviou seu Filho, Jesus Cristo, fonte de redenção para os seres humanos. Os sinais realizados por Jesus comunicam a certeza de que nele está a salvação. Para ser beneficiário dela, é preciso acreditar e a cada dia se converter. A fé salva, dá origem a uma vida nova e nos torna cada vez mais pertencentes ao reino em construção. - Hoje é o dia dos pais.

Oração do dia: Ó Deus, preparastes para quem vos ama bens que nossos olhos não podem ver; acendei em nossos corações a chama da caridade para que, amando-vos em tudo e acima de tudo, corramos ao encontro das vossas promessas, que superam todo desejo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura (Isaías 56,1.6-7)
O profeta Isaías proclama que a justiça está próxima. Aqueles que agem conforme o desígnio de Deus pertencem ao povo da aliança, independentemente de raça e condição social.

Leitura do livro do profeta Isaías - Isto diz o Senhor: "Cumpri o dever e praticai a justiça, minha salvação está prestes a chegar e minha justiça não tardará a manifestar-se". Aos estrangeiros que aderem ao Senhor, prestando-lhe culto, honrando o nome do Senhor, servindo-o como servos seus, a todos os que observam o sábado e não o profanam e aos que mantêm aliança comigo, a esses conduzirei ao meu santo monte e os alegrarei em minha casa de oração; aceitarei com agrado em meu altar seus holocaustos e vítimas, pois minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”. - Palavra do Senhor.

Salmo responsorial (66,2-3.5.6 e 8)

Refrão: Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem!

1. Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos. - R.

2. Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão e guiais, em toda a terra, as nações. - R.

3. Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra! - R.

2ª Leitura (Romanos 11,13-15.29-32)
Paulo nos diz que a rejeição da salvação por parte do povo de Israel motivou a salvação dos pagãos. Lembra também que a misericórdia divina nunca se fecha a ninguém.

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos - Irmãos, a vós, cristãos vindos do paganismo, eu digo: enquanto eu for apóstolo dos pagãos, honrarei o meu ministério, na esperança de despertar ciúme nos da minha raça e, assim, salvar alguns deles. Se a rejeição deles foi reconciliação para o mundo, o que não será a admissão deles! Será como a passagem da morte para a vida! Pois os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. Outrora, vós fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia em conseqüência da desobediência deles. Assim são eles agora os desobedientes, para que, em conseqüência da misericórdia usada convosco, alcancem finalmente misericórdia. Com efeito, Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos. - Palavra do Senhor.

Evangelho (Mateus 15,21-28)
O evangelista Mateus, no episódio da mulher cananéia, enfatiza a necessidade humana de salvação. Quando há abertura à manifestação salvífica de Deus, a vida humana se torna repleta dos dons divinos: liberdade, paz, amor...

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo são Mateus - Naquele tempo, Jesus foi para a região de Tiro e Sidônia. Eis que uma mulher cananéia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: "Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!" Mas Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: "Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós". Jesus respondeu: "Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel". Mas a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus e começou a implorar: "Senhor, socorre-me!" Jesus lhe disse: "Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos". A mulher insistiu: "É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!" Diante disso, Jesus lhe disse: "Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!" E desde aquele momento sua filha ficou curada. - Palavra da Salvação.

LITURGIA DIÁRIA Nº 164, Agosto de 2005 - PAULUS

COMENTANDO O EVANGELHO

A fé dos pagãos

             Na primitiva comunidade cristã, havia uma classe de cristãos, provenientes do judaísmo, cuja tendência era não se abrir para os pagãos. Acreditavam ser os destinatários exclusivos da Boa Nova cristã. Por conseguinte, os pagãos estariam excluídos do Reino anunciado por Jesus. 
             Foi preciso combater esta rigidez, apelando para a sensibilidade do Mestre em relação à fé dos pagãos. 
             O episódio da mulher cananéia prestou-se bem para esta finalidade. A mulher pagã foi persistente no seu objetivo: a cura da filha atormentada por um demônio. Por isso, não se intimidou diante dos discípulos, nem de Jesus, até ver realizado o seu desejo. Nem a má-vontade daqueles, nem a dureza das palavras do Mestre foram suficientemente fortes para fazê-la esmorecer. 
             Os discípulos queriam ver-se livres daquela mulher importuna. Sua gritaria deixava-os irritados, a ponto de pedirem a Jesus que a mandasse embora. Não convinha que o pedido de uma mulher pagã fosse atendido por ele. 
             Jesus, por sua vez, também deu mostras de relutar em atendê-la, até o ponto de usar o termo - cães -, com que os judeus costumavam chamar os pagãos. Mas, afinal, dobrou-se diante de uma fé evidente, tendo realizado o desejo da mulher pagã. 
             Como Jesus, a comunidade cristã deveria deixar de ser inflexível em relação aos pagãos convertidos à fé, abrindo para eles as portas da comunidade. 

             Oração: Espírito benevolente, ajuda-me a superar a rigidez e o fechamento em relação a quem está à margem da comunidade, reconhecendo que, também neles, existe fé.

O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, Pe. Jaldemir Vitório - PAULINAS