Domingo, 04 de setembro de 2005
23º DOMINGO DO TEMPO COMUM
cor litúrgica verde

1ªLeitura: Ez 33,7-9 Salmo: 94,1-2.6-7c.7d-9
2ªLeitura: Rm 13,8-10 Evangelho: Mt 18,15-20
Santos do Dia: Rosa de Viterbo; Vitalício; Moisés (Patriarca que recebeu de Deus a sarça ardente); Marcelo; Marino; Bonifácio I (papa 418-422); Rosália.

A caridade fraterna é altamente exigente. É preciso não somente saber perdoar, mas também reconduzir a pessoa ao caminho do bem e da verdade. Esse é o desafio maior e o apelo da liturgia de hoje. A misericórdia e o perdão divinos são comunicados principalmente pelo sacramento da penitência. A abertura humana à graça salvífica é fundamental, e, por meio dela, a pessoa é cumulada de vida nova.

Oração do dia: Ó Deus, pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que crêem no Cristo a verdadeira liberdade e herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura (Ezequiel 33,7-9)
Deus comunica ao profeta Ezequiel a responsabilidade de apontar os pecados e injustiças cometidas pelo povo. Se este não se converter, perecerá, enquanto o profeta salvará sua vida.

Leitura da profecia de Ezequiel - Assim diz o Senhor: "Quanto a ti, filho do homem, eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os deves advertir em meu nome. Se eu disser ao ímpio que ele vai morrer, e tu não lhe falares, advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio vai morrer por própria culpa, mas eu te pedirei contas da sua morte. Mas, se advertires o ímpio a respeito de sua conduta, para que se arrependa, e ele não se arrepender, o ímpio morrerá por própria culpa, porém, tu salvarás a tua vida". - Palavra do Senhor.

Salmo responsorial (94,1-2.6-7c.7d-9)

Refrão: Não fecheis o coração; ouvi, hoje, a voz de Deus!

1. Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores e com cantos de alegria o celebremos! - R.

2. Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão. - R.

3. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: "Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras". - R.

2ª Leitura (Romanos 13,8-10)
O compromisso supremo do cristão é o amor mútuo, no qual já vem contemplada toda lei, seja ela de caráter divino ou humano.

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos - Irmãos, não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a lei. De fato, os mandamentos: "Não cometerás adultério", "não matarás", "não roubarás", "não cobiçarás" e qualquer outro mandamento se resumem neste: "Amarás a teu próximo como a ti mesmo". O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da lei. - Palavra do Senhor.

Evangelho (Mateus 18,15-20)
Jesus ensina à comunidade os passos para a correção fraterna. E confere aos discípulos o poder de realizar as obras divinas e reunir o povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo são Mateus - Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: "Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso vos será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles". - Palavra da Salvação.

LITURGIA DIÁRIA Nº 165, Setembro de 2005 - PAULUS

COMENTANDO O EVANGELHO

A presença de Jesus

             As comunidades cristãs articulavam-se em torno da pessoa de Jesus ressuscitado. A consciência desta presença deveria garantir aos discípulos um padrão de comportamento digno do Reino. Mas, por que as comunidades trazem em si a marca do pecado, com muita facilidade os cristãos, esquecendo-se de que estão na presença do Mestre, agem de maneira incompatível com a sua condição. Tornam-se prepotentes e geradores de divisão, num evidente desrespeito às orientações de Jesus. 
             Existem muitas circunstâncias na vida da comunidade onde esta consciência deve ser muito aguda. Entre elas, a referida pelo texto do Evangelho, o processo de exclusão de um membro da comunidade. Humanamente falando, a atitude que logo vem à mente das lideranças que se sentem donas da comunidade é excomungar, sem delongas, o membro que errou. O Evangelho, porém, propõe uma série de passos antes que esta decisão seja tomada. O expediente extremo consiste em reunir toda a comunidade, num clima de discernimento e oração, pedindo ao Senhor luz a respeito da opção mais conveniente. Longe de ser um tribunal onde todos se sintam no direito de julgar, a comunidade se torna instrumento da ação divina. E sua preocupação será a de tomar uma decisão compatível com o querer de Deus. Isto se faz com a presença e a ajuda de Jesus. Quando dois ou três se reúnem para tomar uma decisão tão séria, ele se coloca no meio deles. 

             Oração: Pai, que a presença de teu Filho ressuscitado na comunidade cristã seja um incentivo para que nós busquemos pautar nossa ação pela tua santa vontade.

O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, Pe. Jaldemir Vitório - PAULINAS